Caramba,dois meses sem postar...nesse meio tempo,Obama ganhou o Nobel da Paz,os militares tomaram o poder em Honduras e minha irmã de nove anos aprendeu a resolver funções do primeiro grau. Muita coisa mudou,menos a capacidade do meu computador. Agora,meu monitor me mostra apenas 16 cores,e isso quando está com boa vontade.
Claro que existem outras coisas que não mudam,como a produtividade dos nossos senadores e deputados,que aprovaram essa semana um projeto de lei que impede a saída de menores de idade para jogarem em times de futebol de outros países. Enquanto isso,o projeto de lei sobre a castração química dos estupradores,aquele outro sobre adoção por casais gays e ainda aquele sobre casamento gay continuam engavetados.
As pessoas também continuam com uma espécie de fixação por profecias apocalípticas. Depois do fracasso dos Testemunhas de Jeová,que previram o fim do mundo para 1914,e do senso comum,que marcou 2000 como ano da destruição do nosso planeta,é a vez dos Maias e do bom e velho Nostradamus. Ambos disseram que seríamos varridos do Universo por volta do final de 2012.
Aí então a Sony aproveitou,fez um filme que se passa nessa "suposta" destruição do mundo,da qual,no final,o mocinho se salva,como sempre,e apostou no que é a nova onda no que se trata de divulgações de filmes: marketing viral. Criaram um site de uma suposta organização chamada Instituto da Continuidade Humana,que previa inúmeras catástrofes para o ano de 2012,dentre elas o choque com um planeta extrassolar. Quem se lascou com essa história toda foram os cientistas da NASA,que receberam mais de 30 mil e-mails perguntando se o fim dos tempos era realmenete iminente. É uma publicidade válida,mas é só lembrar que por menos que isso milhares de adolescentes suicidaram-se nas vésperas do ano 2000 e no ano passado,quando o LHC foi ativado.
Ah,eu também não mudei tanto. Continuo baixinho,chatinho e sem graça. E sem compromisso nenhum com essas coisas virtuais.
Por que amamos ler?
Há 1 dia

